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A indústria de móveis no Brasil

No Brasil a indústria apresenta uma produção dispersa por todo o território nacional, sendo que 90% na região sul. Está organizada em diversos pólos, sendo os 7 principais: Grande São Paulo (SP), Bento Gonçalves (RS), São Bento do Sul (SC), Arapongas (PR), Ubá (MG), Votuporanga e Mirassol (SP) .

Mais de 16.000 empresas (RAIS 2003), compõe este segmento, sendo: 12 mil microempresas (até 9 funcionários), que representam 75% do setor, 3.372 pequenas empresas (de 10 a 49 funcionários). Somadas estas 436 médias empresas (de 50 a 99 funcionários) e 304 empresas de grande porte (mais de 100 funcionários). empresas empregam mais de 195 mil postos de trabalho. Além disso, por volta de outras 16.000 pequenas empresas atuam de forma irregular. Quase na sua totalidade são empresas familiares e de capital nacional.

Há algum tempo, vem ocorrendo a entrada de fabricantes internacionais – principalmente no segmento de escritórios – com a aquisição de empresas nacionais e a entrada de produtos chineses, principalmente neste segmento.

As pequenas e microempresas em geral, são marcenarias que se concentram na produção de móveis residenciais de madeira sob encomenda. Na maior parte dos casos, são empresas desatualizadas tecnologicamente, com o design dos seus produtos sendo obtido da simples cópia . 

Os estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo representam cerca de 70% da indústria moveleira .

O estado de São Paulo apresenta todos os segmentos desta indústria, sendo que os pólos do noroeste paulista Votuporanga – 350 empresas gerando 6 mil empregos - e Mirassol – 80 empresas gerenando 3 mil empregos - se concentram na fabricação de móveis residenciais.

Na Grande São Paulo o maior e mais diversificado pólo do país, reúne aproximadamente 3,8 mil empresas e emprega 5,8 mil trabalhadores. Trata-se de um pólo bastante heterogêneo, divididas em móveis residenciais e para escritório.

A Grande São Paulo é o maior fabricante de móveis para cozinha com 15% sendo seguido por Bento Gonçalves (RS) – fonte estudo “Design como fator de competitividade na indústria moveleira” com base no banco de dados do NEIT/IE/UNICAMP.

Nas últimas duas décadas, a indústria moveleira da Grande São Paulo sofreu uma significativa retração, segundo o Sindicato da Indústria de Marcenaria do Estado de São Paulo - Sindimov, que abrange doze municípios da Grande São Paulo. Em 1980, existiam na região abrangida pelo Sindicato 5,6 mil empresas responsáveis pela geração de 30 mil empregos diretos. Atualmente, são 3,8 mil empresas, que empregam 5,8 mil trabalhadores (Arruda, 1997:45).

Com supervalorização do Euro e consequentemente dos móveis italianos, o mercado nacional obteve bons resultados na exportação de móveis nacionais com crescimento em 92% nos últimos 5 anos . Além disso, surge uma grande oportunidade conforme a Abimóvel, a exportação de moveis com valor agregado. Em 2003 o setor faturou US$ 8,8 bilhões, um crescimento que foi reduzido no ano de 2006 com a desvalorização do dólar.

Estudos da Target MKT apresentam um potencial de compra de R$ 20 bilhões entre artigos do lar e mobiliário.

Em relação aos novos materiais, verificam-se grandes mudanças trazidas pelas inovações ocorridas nas indústrias química e petroquímica (materiais compostos, plásticos mais resistentes, novas tintas, etc.), que permitiram a introdução de um grande número de inovações na indústria moveleira. Entre estes novos materiais, destaca-se o surgimento do MDF ( medium density fiberboard ). Nas PMEs o uso de novos materiais ainda é bem pequeno, devido o uso de peinéis de compensados e pela defasagem de equipamentos tecnológicos para corte e acabamento.

O uso de marcas é um destaque nas empresas da Grande São Paulo, com melhores estruturas das áreas comerciais.

Observa-se, assim, que o único fator de inovação próprio da indústria de móveis é dado pelo design , que, ao propiciar a diferenciação do produto frente aos demais, constitui-se em um dos elementos-chave para as condições de concorrência nesta indústria .


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